segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

JUIZ DE FORA. NA” IXXXQUININHA” DO RIO!


Mais uma vez saímos em viagem por este rico e diverso estado de Minas Gerais. Pela manhã, os noticiários davam conta de um enorme engarrafamento na BR 040 e um incêndio em um prédio no centro de Juiz de Fora. Próximo à entrada do condomínio Ipê Amarelo o trânsito havia parado; então me recordei de um caminho que por diversas vezes havia feito na companhia dos amigos Rone, Wellington e nossas “Bicicletas Voadoras” (coisa de uns vinte e tantos anos). Entrei sentido à região denominada Tijuco e coloquei a memória para funcionar. “Costurei” por umas estradas de terra e as recordações foram surgindo, as aventuras sem responsabilidade e a liberdade da juventude; época maravilhosa de minha vida, onde “compromisso era a hora do almoço”. Refiz o caminho desviei do engarrafamento e retornei para a BR 040.

Ao chegar à Belo Horizonte atravessamos do anel rodoviário e em pouco tempo estávamos na região da “MUTUCA” na saída para o Rio de Janeiro. 

Adiante, após o trevo de Ouro Preto, avistamos a esquerda o “Pico do Itabirito” meio encoberto pelas nuvens e à direita a imponente “Serra da Moeda” margeando a estrada.

Logo a frente surgia, à direita, a histórica Congonhas. Da rodovia avistamos, ao alto, parte do “Santuário do Bom Jesus de Matosinhos” um dos maiores monumentos de arte Barroca do Brasil, construído pelo seu principal representante: “Aleijadinho”.

Almoçamos na cidade de Carandaí no restaurante “O GAUCHÃO”. O lugar vende uma diversidade de produtos artesanais (de panela de pedra a salgadinhos de banana verde), a comida é muito boa, o ambiente agradável e ainda vendem carne de animais exóticos. "Comida no papo, voa sapo" já dizia o ditado!

Em frente nos surge à esquerda a cidade de Santos Dumont, que recebe o nome de seu filho mais ilustre, o Pai da Aviação Brasileira. Este trecho da estrada é bastante perigoso devido às quatro pontes em curva que transpõe abismos para dar passagem à rodovia. Pouco adiante, no pátio de um posto de gasolina, uma réplica do “14 Bis” homenageia o grande inventor brasileiro com o seu maior e mundialmente conhecido feito.

Chegamos a Juiz de Fora por volta das 13:00 hs, e já na entrada da cidade uma situação bastante engraçada: dois ciclistas que transitavam na mesma rua, porém em sentidos opostos, se chocaram em nossa frente. Um deles, ao cair, foi lançado à frente do carro e por pouco eu não o atropelei. O mais engraçado foi olhar no retrovisor e perceber que os dois entraram em luta corporal no meio da rua.

Desde a entrada da cidade até o centro, seguimos margeando o rio ”Paraibuna” com suas águas calmas e castigadas pela poluição. Passando por Juiz de Fora ele segue sentido ao Paraíba do Sul onde divisa os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Ao longo do vale do Paraibuna foram abertas estradas que historicamente marcaram o povoamento e o desenvolvimento do nosso estado e da Zona da Mata Mineira, como o "Caminho Novo das Minas”, a "Estrada União Indústria” e também a “Estrada de Ferro Central do Brasil”.




Já no centro da cidade, foi um suplício encontrar o hotel. Por causa do incêndio, o trânsito estava um caos e só depois de muito rodar foi que conseguimos chegar.

O hotel fica no centro antigo da cidade, na Rua Halfeld, próximo à praça da estação, do mercado municipal e do museu Bernardo Mascarenhas. Da janela do quarto vejo alguns telhados, o prédio da prefeitura e o relógio da antiga estação. A região é repleta de prédios antigos com belas fachadas. 





A Rua Halfeld é muito charmosa, é o centro comercial da cidade. Grande parte dela possui trânsito somente de pedestres e várias galerias fazem sua ligação com as ruas paralelas. Na extremidade final da Rua Halfeld fica o “Morro do Cristo, o ponto mais alto da cidade de onde se pode avistá-la em quase sua totalidade.




À tarde, nesta região, os pipoqueiros entram em cena, eles se espalham pela rua e o aroma de pipoca envolve o ambiente. Aliás, aqui a pipoca é servida com cubos de queijo Parmesão frito (a combinação é perfeita).

A avenida principal é a Barão do Rio Branco (é como se fosse a Afonso Pena em BH) com grandes edifícios e muito movimento de carros e pessoas. Na cidade, muita gente afirma que esta é a maior avenida em linha reta da América Latina.

Seguindo sentido à cidade de “Matias Barbosa” pela rodovia União Indústria, às margens do rio Paraibuna, encontra-se a “Usina de Marmelos”, esta sim, comprovadamente a primeira usina hidrelétrica da América Latina.




Juiz de Fora é uma cidade muito grande. No centro é como se estivéssemos em Belo Horizonte, a única diferença é o sotaque “marrento” de carioca. Aqui você é “tu”, nós é “nóix” e meu irmão diz-se “mermão”. Aqui não se ouve “uai”, Juizforano que se preze não admite que ser Mineiro! 

A mentalidade do Juizforano é tão carioca, que até os táxis da cidade são iguais aos do Rio de Janeiro. 



Outro dia escutei a conversa que vinha da mesa ao lado de onde almoçava um rapaz dizendo assim: - Lá em Minas...

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