terça-feira, 25 de outubro de 2011

CAMPINA VERDE

A melhor hora para se iniciar uma viagem é de manhãzinha. Saindo nas primeiras horas do dia, com clima mais ameno e o transito tranquilo, a viagem rende mais. Para esta viagem foi tudo ao contrário! Já passava do meio dia quando rumamos para o triângulo mineiro, a fim de chegar à cidade de Campina Verde a aproximadamente 700 km de Belo Horizonte.

Até desvencilhar do transito de BH e Contagem, havíamos contabilizado uma hora em nossa viagem. Rapidamente passamos por Betim e o sol, nessas horas, “castigava”. Deixamos a BR 381 tomando o sentido do triângulo pela BR 262, que está sendo duplicada até Nova Serrana. Nos trechos sem duplicação chegamos a passar mais de meia hora atrás de carretas, que formavam grandes comboios, sem ter como ultrapassar. No rádio só se tocava três cantores: Paula Fernandes, Gustavo Lima e Vitor e Leo (um saco! não adianta mudar a estação). Este suplício seguiu por Bom Despacho, Luz, Campos Altos e Araxá, de onde resolvi seguir para Uberlândia passando por Nova Ponte. Coloquei um CREEDANCE para tocar e relaxei ouvindo “BAD MOON RISING”.

Era início da noite quando paramos para descansar próximo a cidade de Santa Juliana. Foi só o tempo de ir ao banheiro e tomar uma água para continuar a viagem; e por volta de oito da noite avistamos as luzes de Uberlândia (me impressionou o tamanho da cidade). Ali paramos novamente para abastecer e tomar informação sobre o rumo de Campina Verde. Seguimos em frente contornando a cidade nos guiando pelas placas que apontavam para Prata, e cerca de uma hora e meia após passarmos por esta, finalmente, chegamos ao destino.  Na entrada da cidade uma enorme e iluminada imagem de Nossa Senhora das Graças nos abençoava e intimamente pensei: Graças a Deus!


A cidade de Campina Verde, como várias outras nesta região, identifica suas ruas com números (as avenidas são ímpares e as ruas pares). A arborização urbana é feita com "Oitis”, a cidade é muito limpa e a igreja matriz é espetacular. O sotaque do povo é uma mistura de Goiano com Paulista, o “r” marcado, porém “arrastaaaado!”. Se não segurar, a gente ri do povo conversando!



Para ficar no quarto do hotel, somente com o ar condicionado ligado. O calor é tanto, que as pessoas ficam conversando até tarde da noite nas portas das casas esperando a temperatura abaixar.

Em uma fazenda na cidade de Itapagipe, a cachorrinha (PONPITA) do proprietário que nos acompanhava em uma vistoria de campo, não suportando o calor, cedeu às tentações de uma vereda e atirou-se em suas águas (que inveja!).


As terras no entorno da cidade são utilizadas para plantio de cana, e como estávamos no período de colheita e preparo do solo, sempre quando venta mais forte a cidade é tomada por uma nuvem de poeira.
Aqui ninguém torce para os times de Minas. Parece que estou em São Paulo! Quando o Corinthians ganha fazem até carreata. Não encontrei nenhum Atleticano sofredor para tirar um sarro!

Na zona rural da cidade constantemente vemos animais incomuns para a nossa região; Tamanduás, Araras e Emas. Os bichos ficam meio que perdidos nas plantações de cana. E por falar nisso, nem tão verde é o que sobrou das campinas desta região e se não fosse pelos canaviais intermináveis ou pelas águas do rio Verde, talvez tivessem que dar outra cor ao nome da cidade.




Um comentário:

  1. Gostei muito desta "postagem"; mas que história é essa de ATLETICANO SOFREDOR? rsrsrrsrs

    ResponderExcluir